The Wall

Um pequeno pedaço do Muro de Berlin em minha casaHá vinte anos, numa noite fria de novembro os alemães armados com pás, picaretas, marretas e até tratores derrubavam um dos mais nojentos e infames símbolos da guerra fria. O muro de Berlim. Construido para separar as terras germânicas em duas, comunista e capitalista, ocidente e oriente, leste e oeste, o muro com seus 120 quilômetros de extensão foi usado para “defender os orientais das garras do capitalismo” e também para “limitar visivelmente” a fronteira entre o que era bom e o que era ruim (como se ambos não fossem um lixo).

Vinte anos se passaram e ainda existe, em algumas partes de Berlim, pedaços do muro mantidos como recordação como na Bernauer Strasse, perto do Portão de Brandemburgo, O restante está espalhado por dezenas de países do mundo em bibliotecas, praças, universidades e outros lugares como uma lembrança macabra do que se passou.

Mas também está em minha sala. Quando de minha visita a Berlim, dois anos atrás, fiz questão de conhecer de perto um pouco mais desta aberração caminhando sobre a linha que se extende pelo caminho que o muro seguia e também conhecer o Museu Haus, ao lado do Checkpoint Charlie e que apresenta muita coisa interessante sobre o que se passava naquela parte da cidade e também com a guerra fria. Nele, pude ver várias formas que os alemães orientais usavam para escapar do lado comunista como um velho fusca adaptado com compartimentos que mal cabiam uma mala e que entravam pessoas, todas “dobradas” para tentar escapar.

Veja também:

Diário de Bordo – Viagem à Europa (cap. 1)

2 Comentários

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  1. Meu querido! Há quanto tempo, você está tão longe…rs Mas,acredito que como um bom pisciano esteja muito bem!
    mando aqui um trecho de um cordel sobre o acontecimento da Geisy.

    I
    Quando Geisy apareceu

    Balançando o mucumbu

    Na Faculdade Uniban,

    Foi o maior sururu:

    Teve reza e ladainha;

    Não sabia que uma calcinha

    Causava tanto rebu.

    II

    Trajava um mini-vestido,

    Arrochado e cor de rosa;

    Perfumada de extrato,

    Toda ancha e toda prosa,

    Pensou que estava abafando

    E ia ter rapaz gritando:

    “Arrocha a tampa, gostosa!”

    Beijossssssssssssssssssss
    Fica com Deus!

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