Mês: fevereiro 2011

Nojeira sem noção

A banda/bloco Olodum já foi inovadora. Em seu começo tinha grandes sucessos que até mesmo eu que sou terminantemente contra os modismos passageiros, gostava de algumas canções e claro, da batida compassada e bem feita que empolgou Michael Jackson e levou a trupe para o estrelato internacional.

De ONG, virou lixo. Há alguns anos não faz bosta nenhuma a não ser música de qualidade duvidosa e agora, neste carnaval sela de vez a má fase quando toca junto com os pseudos-cantores boiolas-emos Restart.

Sempre pensei que certas coisas não tinham como ficar pior mas o anúncio destas duas “bandas” no carnaval prova que não. Por mim, tudo bem, não gosto de carnaval e tampouco vou estar em Salvador para presenciar tal fato obsceno. Mas confesso que fico com dó daqueles que passaram o ano todo esperando pela data para se divertir e mais ainda por aqueles que vem do exterior, gastam os tubos de dinheiro para aportar nas terras de São Salvador e serão brindados com tal apresentação.

Depois não querem que o gringo sai do Brasil pensando que temos só lixo. Tem como?

tu…tu…tu…

Quando estava em Timor Leste minha rotina era dormir, trabalhar, ir para a praia no fim de tarde, participar dos almoços de nossa galera brasileira, internet e ver TV. Na TV, claro, nada de canal brasileiro porque não tinha. Malemal aparecia uma notícia de alguma tragédia ou ainda a seleção que estava jogando em algum buraco. Além disso, o restante, ou era canal da Indonésia com aqueles “wgaedawafagjas” que falavam, ou alguma outra coisa mais estranha.

Então me acostumei a ver a inglesa BBC que ao menos entendia e tinha notícias do mundo todo, principalmente no BBC World, um ótimo programa de notícias. Gostar não gostava mas entre ouvir aquilo que era pior que grego e o sotaque britânico, ficava com a segunda opção.

A BBC como boa inglesa que é, tem na qualidade seu ponto forte. Os programas são interessantes, as imagens bonitas e até mesmo as tiazinhas que apresentam os programas, apresentáveis. Mas uma das coisas que mais gostava era a vinheta de countdown (contagem regressiva) entre alguns programas. Sim, parece estranho mas adorava pois eles conseguiam em 30 segundos (existe uma versão de 1 minuto também) rodar todo o planeta. Veja você mesmo no vídeo abaixo.

Além da vinheta, a maledeta da trilha sonora me deixava o dia todo com o tu… tu… tu… na cabeça martelando. Não me pergunte porque mas acontecia e volta e meia me pegava cantarolando o barulhinho.

Há algum tempo fuçando na web, me deparei com o vídeo acima no YouTube, lembrei da música e resolvi procurá-la até que encontrei todas as referências sobre ela e o cara que a fez. Chama-se David Lowe, especialista em trilhas sonoras para rádio e TV com trabalhos reconhecidos no mundo todo. Simplesmente, o cara é fera.

E hoje, na frente da TV “zapeando” os canais, paro novamente na BBC e vejo a vinheta atualizada em suas imagens mas com a mesma trilha sonora que me fez lembrar muito o tempo de Timor Leste. Sei lá porque, mas vez em quando bate uma nostalgia…

Crianças, crianças…

Crianças às vezes passam a perna nos adultos de forma singular.

https://youtube.com/watch?v=4u25LtQDsT8

Morra Amazonino, MORRA!

Mas não é um grandessíssimo filho de uma puta velha?

Atualizando: a repercussão do caso é interessante. Câmara de Belém declara-o persona non grata. Que vexame!

Um ano de mochila

Você consegue se imaginar viajando por um ano ao redor do mundo? Claro que não. Você é um grande dum bundão e por isso não tem esta capacidade.

Exagerado eu? Não, tu que é bundão mesmo. Tem medo de perder os capítulos do BBB, as saidinhas no shopping, a caminha quente e claro, aquele prazer imenso de dirigir um Chevrolet “Melda” pago em 60 prestações. Bundão (e não reclame, ainda vou chamá-lo de bundão mais vezes). Leia Mais

CPAP

Há alguns dias postei aqui no blog um texto sobre meu sono e um exame que fiz para resolver os problemas relacionados com o mesmo. Pois bem, chegaram os exames e não foram nada interessantes. Primeiro, tenho uma apnéia ridícula de crônica. Aquilo que é considerado grave é cerca de 30 ocorrências por hora e a minha está em…. 86 por hora, ou seja, um verdadeiro motor engasgado. Isso é resultado de uma garganta muito estreita que me rende uma cirurgia daqui há 8 meses para a extração das amídalas e também outra no nariz para corrigir a curva, digo, o desvio que existe dentro dele. Mas e até lá? Que vou fazer? Ficar sofrendo? Nananinanão. Neste momento entra a tecnologia no processo.

Algum tempo depois repeti o mesmo exame mas desta vez usando um aparelho/técnica denominado CPAPContinuous Positive Airway Pressure que nada mais é que um compressor de ar ligado em uma máscara que manda um fluxo contínuo o pressurizado de ar para dentro do corpo do sofredor (neste caso, eu). O resultado foi mais que ótimo: somente 3 apnéias durante seis horas de sono contínuo e profundo, daqueles que há muito não tinha.

É certo que o uso do aparelho é inconveniente em todos os aspectos. Primeiro porque terei que carregá-lo em todas as viagens, tornando-se mais uma tralha na mala. Segundo porque pode se tornar inoômodo devido a máscara e o tubo/traquéia que fica ligado no mesmo e terceiro porque o Jason fica mais simpático com a máscara dele do que eu com a minha. Mas mesmo colocando estes poréns na balança, ainda estou esperançoso que terei ótimas noites de sono e então o preço a pagar, tanto pelo aparelho (que é caro) quanto pelos poréns, vale a pena.

Hoje começo o uso do dito cujo e amanhã conto como foi dormir com a “tromba de elefante”. Aguarde cenas dos próximos capítulos :)

Coruja

Depois de uma semana fora de casa viajando, eis que sou brindado com uma visitante inusitada em meu quintal. Seria presságio do quê?