Dizem que o pior cego é aquele que não quer ler. Tenho que concordar com a frase pois não consigo imaginar algo pior. Mas a cegueira não é somente aquela da visão. A da educação também pode ser colocada neste rol e normalmente é muito pior que a ocular.

Ter problemas com a língua portuguesa não é feio. Muita gente tem (inclusive eu). Palavras como lida, sanca ou até mesmo pergolado, aquelas que pouco usamos no cotidiano sempre pregam peças até mesmo nos mais eruditos. Mas existem algumas coisas que são inaceitáveis.

Dias atrás Josué (nome fictício) me pergunta no Facebook se eu estava “oculpado” para fazer um projeto. Confesso que não respondi pois meu nível de tolerância anda tão baixo com este tipo de coisa que preferi ignorar a dar uma resposta daquelas. E pensando na resposta, perguntei em meu twitter, o que deveria fazer sobre isso. Algumas dicas são muito interessantes:

“fala pra ela que vc ADIMRA muito seu esforsso!” (by @alemenon)

“Seja magnânimo e “declupe”” (by @anahuacpg)

“Mata a pedrada” (by @hadesjunior) <- gostei desta ;)

“pede desculpa, e procura outra…sem culpa…” (by @adriano_campos) <- hilária

“Que não pode “experar”” (by @dwalisson) <- boa também

“Se ela está com alguma culpa, basta desoculpá-la” (by @Kl0nEz)

A coisa anda tão feia que estou pensando seriamente em escrever um “dicionário do português chulo”, algo como um tutorial de como você deve interpretar determinadas palavras cuja ortografia dói nos olhos e fazem o cérebro entrar em parafuso. Por quê disso? Bem, quando alguém escreve “bouça”, o que você deve pensar?

Dureza não?