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Sociedade fútil

Mulheres buscam “bumbum perfeito” para o verão.

Se esta manchete da Folha saísse no The Guardian, no Corriere della Sera, no Le Monde ou mesmo no Miami Herald seria algo para se espantar. No Brasil, claro, é uma “verdadeira manchete”. Um país onde o Ministério da Educação suspende 270 cursos de graduação por má qualidade, que possui somente 4 universidades entre as 100 melhores dos países emergentes e que consegue estar entre os 10 piores países do mundo no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) não é para espantar uma manchete destas, afinal, já que não são capazes de exercitar o “músculo” cérebro, precisam fazer em outras partes do corpo. Leia Mais

Milagres

“A verdade acaba quando vira zero e um”. Certamente essa é uma frase de efeito mas que explana muito bem a sociedade em que vivemos.

Volta e meia encontro imagens lindas na Internet de lugares que imagino conhecer um dia. Paisagens deslumbrantes em nosso planeta onde não é possível deixar de se emocionar. Mas pera aí. Será que são verdadeiras? Será que toda a exuberância apresentada na foto é realmente compatível com o que lá está? Na maioria das vezes… não. Leia Mais

O que tenho a ver com isso?

tetasMais uma da série “mulheres”.

Agora, além de ver aberrações como essa pelas ruas, ainda tenho que ajudar a pagar a conta da burrada alheia. É que o governo federal chegou a maravilhosa decisão que todas as beldades que colocaram os implantes fodidos da França para se tornarem verdadeiras vacas holandesas sem nenhuma necessidade, poderão fazer a cirurgia “reparadora” pelo SUS. Resumindo: a dita cuja vai para uma clínica particular encher os peitos, coloca um produto qualquer no corpo, se ferra e eu, você, sua mãe e sua avó pagamos a conta. Legal não é?

Claro que deve-se excluir aqui as mulheres que realmente precisaram fazer a cirurgia por questões de reparação e/ou mastectomia. Mas daí a pagar para consertar o erro de uma idiota qualquer que achou ficar linda turbinada é demais.

O mais engraçado é que o dono da empresa que fabricava as próteses, dissolvida em 2010 pelo governo francês, já abriu outra para a mesma atividade com um plano de negócios focados em países pobres (alô Brasil!), onde as mulheres procuram mais preço que qualidade. Já viu onde isso vai dar não é? Isso mesmo, mais uma conta para eu, você, sua mãe e sua avó pagarmos.

E não acabou. Daqui há pouco vem a conta das holandesas, não das vacas, das próteses ruins de lá.

A raíz dos problemas

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