Paulino Michelazzo

Sifu

Categoria(s): Música, Opinião

Uma daquelas idiotices que o cara se arrepende para o resto da vida:

this band will never work in the States

(esta banda nunca irá trabalhar nos Estados Unidos)

Do diretor da Mega Records sobre a banda sueca Ace of Base. No fim de 93, com disco lançado pela Arista, bate o n° 2 da Billboard Hot 100 americana.

Sifu…

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País de loucos

Categoria(s): Opinião, Política

Deu na “pholha” de hoje:

O deputado Marco Feliciano foi eleito na manhã desta quinta-feira (7) presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara com 11 votos dos 18 possíveis. Com quórum de 12 votantes, apenas 1 deputado votou em branco.

Foi eleita também à vice-presidência da Casa a deputada Antônia Lúcia (PSC -AC), também integrante da bancada evangélica.

Como é que elegem um crápula destes para presidente de comissão de direitos humanos e minorias, leia, MINORIAS?

Brasil, um país de loucos.

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Nega maluca

Categoria(s): Brasil, Política

Em tempos de leis responsáveis:

Uma senhora entra na confeitaria e pede ao balconista um bolo “nega maluca”.

O balconista diz à freguesa que usar o nome “nega maluca”, hoje em dia, pode dar cadeia, por causa da Lei Affonso Arinos; da Lei Eusébio de Queiroz; do Artigo Quinto da Constituição; do Código Penal; do Código Civil; do Código do Consumidor; do Código Comercial; do Código de Ética; do Moral e Bons Costumes, além da Lei ‘Maria da Penha’

– Então, meu filho, como peço a porcaria desse bolo?

– Bolo Afro-descendente feminino com distúrbio neuro psiquiátrico.

De um amigo doutro lado do mundo

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Dó?

Categoria(s): Indochina, Viagens

Sempre que preparo uma viagem (exceto “Operações Apache“) eu procuro saber o máximo possível dos locais para onde vou. Sites turísticos ou interessantes e regionalidades como comidas e bebidas típicas. Mesmo sendo um trabalhão enorme normalmente compensa por descobrir ou conhecer coisas interessantíssimas.

E para a próxima viagem a partir de sexta-feira não está sendo diferente. Laos e Vietnã certamente possuem coisas inimagináveis e que não podem ser perdidas, principalmente porque sabe Deus quando piso novamente nestas terras. Vontade não vai faltar. Vai faltar é grana mesmo porque sair do Brasil até aqui, vão verdes de montão.

Para estas buscas uso diversas fontes. O Wikitravel, um wiki estilo Wikipédia mas voltado a viagens é sempre parada obrigatória para consulta. Também estão na lista o Amadeus (passagens aéreas), LonelyPlanet, National Geographic e claro, o Google. Mas também uso uma outra fonte interessante que são as redes P2P onde procuro (e encontro) vídeos, documentários e textos sobre os lugares. A vantagem desta fonte é que ela se torna muito mais consistente e com conteúdo mais interessante que qualquer outra.

Um exemplo foi a procura por algo sobre o Laos e o retorno do filme Hunted Like Animals (Caçados como animais) de autoria de Rebecca Sommer. É um documentário sobre o genocídio impetrado pelo exército do Laos contra aqueles que ajudaram a CIA na guerra do Vietnã e que hoje, trinta anos depois do confilto, ainda estão sendo caçados ou estão refugiados dentro da Tailândia em campos que são um verdadeiro horror.

O que mais assusta são as imagens capturadas com fidelidade da tristeza e amargura do povo Hmong e as faces daqueles que foram multilados, de uma forma ou de outra, pelo exército, inclusive velhos e crianças.

Refugiado do Laos na Tailândia

Mas a verdade por trás do documentário é desmascarar a ajuda norte-americana ao exército para o extermínio, seja provendo armas, logística ou métodos de tortura desconhecidos ou não comuns para o povo do Laos, usando para isso a desculpa da “guerra contra o terrorismo mundial”. No resumo, o governo americano ajuda a matar aqueles que ajudaram seu exército na vexatória derrota dentro das florestas vietnamitas, como se fosse vingança por terem perdido vergonhosamente o conflito.

Se você se interessou pelo documentário, acesse o site da diretora clicando aqui. Nele você pode encontrar trailers do filme ou ainda solicitar o DVD. Mas atenção, não indico assistir à noite ou com crianças na sala. As imagens são impressionantes e podem deixar aqueles mais fracos com indigestão (como toda a verdade apresentada nua e crua).

Depois ainda pedem para que eu tenha dó dos três mil americanos que morreram nas torres de Manhatann. Será que não devo ter dó dos trinta mil caçados como animais e exilados de suas terras?

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