Diário de Bordo Venezuela – Parte 1

Bandeira VenezuelaMuitas vezes penso que férias deveriam ser tiradas dentro de casa. Aluga-se dois DVD’s por dia, enche a dispensa de pipocas de micro-ondas e a geladeira de guaraná e não se sai da cama para nada, exceto para banho e necessidades fisiológicas. Mas como temos mania de inventar coisas, férias é legal mas cansa.

As minhas começaram turbulentas graças a Lei de Murphy que teima em aparecer até mesmo nestes momentos de raro prazer onde se procura tranquilidade mas muitas vezes encontra-se irritação. Não me irritei tanto, afinal estou em férias e ando me tornando mais tolerante com as besteiras do mundo. Mas que em alguns momentos tive vontade de mandar alguns elementos para aquele lugar, tive.

O voo São Paulo/Caracas saiu atrasado de Cumbica e logo no primeiro minuto de voo já pensava na conexão que iria perder para Isla Margarita. Por uma estupidez daquelas, adquiri a segunda perna da viagem com um tempo muito curto de layover e… me estrepei (claro, afinal são férias). Esta primeira perna não foi das piores exceto por um sem-pátria que hora ligava seu celular a toda escutando aulas de árabe (que fez uma senhora meter o dedo no nariz do cara para desligar aquele incômodo), hora levantava e se sentava em outra poltrona para, dez minutos depois se levantar e sentar em outra e dez minutos depois, o mesmo ritual para se sentar em outra. Cheguei a pensar que o maldito era terrorista e que estava estudando o melhor lugar para derrubar a aeronave. Que nada, era doido de pedra mesmo.

Chegando no aeroporto de Caracas, o primeiro problema: um mundo de gente na imigração que me fez lembrar o aeroporto de Bali quando o voo vindo de Timor atrasava e tínhamos o azar de chegar depois do Jumbo da AirChina. Amigo, aquilo era um mar chinês que não acabava mais. Em Caracas, a mesma coisa. Por sorte minha companheira de viagem está com o pé lascado e não se fez de rogada, pediu-se uma cadeira de rodas e passamos rapidamente pela imigração com um BO daqueles. Salvos pela perna.

Mesmo assim, já estava atrasado então… dane-se! Vou trocar algum dinheiro para poder pagar a taxa de aeroporto da perna até Isla Margarita. Dentro do aeroporto, paga-se míseros 2,60 bolívares por um dólar (enquanto fora, consegui por 5,50) e você ainda tem que assinar e colocar a impressão digital do dedão num papel de venda; ato meio estranho que remete as visões de pessoas sendo fichadas na delegacia. Mas como já estava fodido, vamos lá né. Pega-se a cadeira de rodas e anda… anda, anda, anda que não acaba mais a mudança de aeroporto (internacional para doméstico). Por uma daqueles ridículas decisões de algum imbecil sem cérebro, o aeroporto foi construído de forma linear e não circular, o que inevitavelmente aumenta as distâncias a serem percorridas pelos usuários, ao contrário de aeroportos como Brasília, Frankfurt e Kuala Lumpur. Deve ser por mania de grandeza do atual presidente (o terminal internacional é novo).

Depois de vinte minutos, na saída do terminal doméstico, o primeiro susto: estou eu na Rodoviária do Tietê? O local mal iluminado, o mar de gente e o monte de placas para tudo que é lado denuncia a baderna. Pior que isso somente os cambistas que tentam te assediar de todas as formas para trocar dinheiro (a Stefanía Fernández não me assedia) de origem duvidosa, claro.

Simbora para o balcão (balcão?!?) da Laser (diz-se, “lasser”), companhia pinga-fogo que faz, além de outras, o trajeto Caracas, Isla Margarita para tentar trocar o ticket. Anda daqui, anda dali, ninguém entendendo aquela zona, gente reclamando (parece algo normal por aqui) o tempo passando e nada de minha passagem. Neste momento, tenho um insight para ligar à pessoa de quem comprei os tickets mas não conseguia. Já perto de me emputecer com tanta zona, respirando azul e soltando vermelho, encontro o telefone do “trocador de dólares” oficial da agência, Sr. Francisco para que ao menos pudesse me fornecer o telefone de Eric (o cara de quem comprei as passagens) e tentar resolver o imbróglio. Melhor que isso, ele se prontificou a me ajudar com o restante do problema. Claro que para isso teria que trocar algum dinheiro com ele o que realmente não foi problema pois sua taxa estava de 5,50 para US$ 1 com a garantia de ser uma pessoa conhecida da agência e que não iria me dar bolo.

Ele começa as negociações com a empresa que não surtiram efeito nenhum (também, na zona operada por eles). Ligamos para Eric que já estava providenciando uma outra passagem em outra companhia pois não queria ficar em Caracas. Além de não ter o que fazer, teria que gastar mais do que desejava para conhecer uma cidade que não me parece ter nenhuma graça.

Ávila Tur e Eric
Antes de prosseguir, deixe-me contar de Eric.
Estava com o ticket para Caracas em mãos desde o ano passado mas não tinha o ticket para Isla Margarita. Por diversas vezes tentei em várias companhias a aquisição dos mesmos via Internet e nunca consegui porque os sites das empresas venezuelanas simplesmente não funcionam e/ou não prestam (acredite, trabalho com isso e sei do que estou falando). O tempo foi passando, passando e como um bom brasileiro, deixei para a última hora a compra destes tickets quando me dei conta que a Venezuela é um país latino e como todo o país latino estúpido, o feriado de semana santa é sagrado (Eduardo, carregador do aeroporto me contou que na Venezuelana até as putas não trabalham na semana santa, afinal, é santa).

Como tinha certeza que seria um problema enorme um brasileiro falando um espanhol malomeno, que inglês não resolveria nada nestas bandas (como não resolve mesmo) e que seria um porre conseguir as passagens, apelei para o santo Google a fim de conseguir uma forma de comprar as passagens.

Numa busca encontrei a agência Ávila Tur que tinha os tickets. “Ótimo” pensei. Vamos ver se são bons mesmo. No site da agência tem uma janelinha de chat e ela informava que a pessoa do outro lado estava online. Para minha surpresa estava mesmo e rapidamente começamos a batalhar os tickets. Paralelamente, como sou macaco velho, comecei a procurar informações sobre a agência para não cair em roubada. Todas as buscas, inclusive nos sites de mochileiros (que costumam ser os mais contundentes em comentários) traziam somente boas palavras sobre eles e também sobre a pessoa, Eric, que é um dos donos.

Os comentários estavam certos. No dia seguinte estava com os tickets emitidos em meu e-mail sem ter pago um único centavo para eles. Na confiança, fizeram a aquisição das passagens (não era reserva, era a passagem mesmo) e me mandaram. Junto, um arquivo contendo um monte de informações sobre com quem trocar dinheiro (Sr. Francisco), telefones, cuidados nos aeroportos, infos sobre pernoite em Caracas, transfer na ilha, infos sobre Los Roques e por aí vai.

Tenho aqui que render os meus mais fortes agradecimentos ao Eric. Sua presteza, dedicação, preocupação e cordialidade fizeram com que o começo de minhas férias fosse menos traumático. Sem ele, certamente tinha ido parar em alguma jaula da polícia venezuelana. Recomendado? Que nada, a agência e o Eric são obrigatórios para qualquer um que venha para estas bandas.

Voltando a lida

O socialismo Chavista

O socialismo Chavista

Enquanto Eric encontrava outra passagem para a ilha, fui trocar meus dólares com o Sr. Francisco. Como na maioria dos países do mundo (exceto na Indonésia), trocar dinheiro não é uma operação legalmente realizada em qualquer lugar, muito menos a luz do dia num aeroporto. Peguei a grana e fomos para seu carro fazer a troca tranquilos, exceto pelo detalhe que o carro dele estava parado em lugar proibido (na frente do aeroporto) e estavam lá parados um monte de policiais que queriam a retirada do veículo de lá. “Um minuto, um minuto” dizia Francisco e os guardas não arredavam pé. Acabamos a troca, voltei para o terminal e cinco minutos depois vem um carregador com o celular no ouvido me procurar “Señor Paulinho”? (não conseguem acertar meu nome nem a pau). “Si” “Señor Francisco no regresa ahora. Su auto fue rebocado” Puta merda! Guincharam o carro do cara!

Me sentindo culpado pela situação, fui verificar e o carro não estava lá. Além disso, outro guinho já estava levando outro carro. Numa rápida conversa com um motorista de táxi que via tudo, ele me contou que naquele dia o chefe dos policiais passou por ali e resolveu mostrar trabalho mandando guinchar todo mundo (igual no Brasil). E por uma fatalidade o carro do Sr. Francisco estava lá. (perdoname Francisco). Que azar dos infernos pensei!

Mas Eduardo, o enorme carregador, fez as vezes de anjo da guarda. Via celular recebia instruções de Francisco e também de Eric para a resolução de meu problema de passagem. Vinte minutos depois consegui um código localizador de reserva na Conviasa, outra companhia aérea venezuelana (um lixo como as outras). Então, toca cortar todo o aeroporto novamente para chegar no balcão da companhia que era do outro lado. Parece inclusive que eles separam as companhias por qualidade. As ruins demais ficam do lado direito de quem entra no terminal doméstico e a esquerda as menos ruins (que não quer dizer nada porque a WebJet brasileira bate em todas elas e a Gol em todas juntas).

E o medo do cartão não passar, onde fica? Sem dúvida, quando se viaja para fora, cartão de crédito é seu melhor amigo. Ele sabe falar, ele abre portas, pega táxi e principalmente te tira de um monte de enrascadas. Sem ele pode ter certeza, vai ter problemas. Mas foi tudo bem, a digníssima representante da República Bolivariana da Venezuela que fazia a vez de vendedora de passagens da Conviasa levou 20 minutos para achar as reservas. Passa-se o cartão (que funcionou!) e pronto, ticket na mão. No check-in um estressado queria porque queria ir viajar para não sei onde e estava dando um escândalo digno de lavadeira. Até mesmo eu quase entrei no rolo quando ele, aos berros, falava para uma gerente da empresa que eu tinha passado à sua frente e estava viajando antes. Se passei não vi e não queria saber. Só queria despachar as mochilas e me mandar. Neste momento Eduardo nos deixou e não tive como não recompensá-lo pela ajuda. Bs 20,00 muito bem gastos por toda a ajuda.

A propósito, se prepare. Tudo funciona no dinheiro dentro da Venezuela. Os carrinhos de bagagens no aeroporto somente circulam até a saída da alfândega. Depois meu caro, se vira! Você tem que deixar o carrinho e carregar tudo no braço até seu carro/táxi/van ou pagar para um carregador levar. Da mesma forma, qualquer ajuda que lhe ofereçam não é por sensibilidade do povo venezuelano ou ainda por caridade. É grana mesmo. Assim, dinheiro trocado e de baixo valor no bolso é o melhor que tem a fazer. Para quem não fala nada de espanhol é pior. Para quem fala alguma coisa, é ruim também porque muitas vezes o acento é complicado e claro, você é estrangeiro num país que não é o seu, está sozinho, desamparado, cansado e vão querer se aproveitar.

A espera
Com o ticket na mão, paga-se a taxa do aeroporto em uma cabine. Ao contrário dos aeroportos brasileiros, a taxa não está inclusa no bilhete e deve ser paga a parte (só vi isso na Indonésia). Devidamente paga, entra-se para a área de embarque que é… outra zona! Não existe um único relógio em qualquer lugar, os painéis informativos de saída e chegada funcionam mal e porcamente (apresentam o horário de saída de voos quatro horas depois que saíram) e as telas que mostram os voos nos portões não apresentam informações corretas. Resumindo, tudo feito para ferrar você que nunca pisou ali e não entende a pseudo-organização venezuelana.

Para ter uma ideia, o voo iria sair do portão 7 mas as informações sobre o mesmo estavam no portão 8. como corria o risco de perder e ficar em Caracas, passei a pingar de portão em portão até o horário marcado para embarque, que claro, não ocorreu devido a sabe-se deus lá o quê. Todas as tentativas de se obter informações sobre o voo, fosse com o pessoal da companhia, com o pessoal do aeroporto ou até mesmo com os guardas não resultava em nada. Alguns diziam que o voo sairia do portão 8, outros do portão 7 e outros ainda não sabiam onde estavam.

Não pense besteira hein!

Não pense besteira hein!

O medo cresce e nada de aparecer o avião. Por volta das 21:00 horas, uma hora e meia depois do horário marcado, ouvimos que aquele voo sairia “por volta” das 21:50 horas. Cansado, com fome (só tinha comido um croissant de queijo e presunto) e querendo tomar um banho para remover aquele suor típico de ar-condionado de avião, tento procurar um lugar para fumar. Como não é permitido dentro do terminal, perguntei se poderia sair para fumar e depois retornar, algo corriqueiro em qualquer aeroporto do mundo. Como resposta, soube que se saísse poderia voltar mas teria que pagar novamente a taxa de embarque. Depois desta broxada, resolvi esperar os 50 minutos que ainda faltavam lembrando de como o sistema aéreo brasileiro é bom pacas se compararmos com qualquer coisa de nossos irmãos latinos. Até da Anac senti saudades…

Isla Margarita
E chega o avião que mais parecia uma carroça velha. Poltronas tortas, encostos bambos e as “aerovelhas” que dão medo em qualquer um. Para completar a espera, faltavam 3 passageiros que já conhecia de outro carnaval. Ao lado do portão de embarque existe um barzinho onde as pessoas podem esperar seus voos bebericando alguma coisa. Lá estava um verdadeiro “ménage à trois” de duas moças com um cara sorvendo várias e várias latas de cerveja e que era impossível deixar de reparar em uma das garotas pois, além de sua boina “mamãe quero ser fresca”, vestia uma mini-blusa que deixava o par de seios devidamente siliconados à mostra para qualquer um que desejasse ver. Entenda, não era um silicone qualquer; a mulher tinha sem exagero, mais de 400ml em cada lado, o que a tornava digna de qualquer prostíbulo da Augusta.

Embarcam-se os bêbados, fecham-se as portas e simplesmente apaguei devido a cansado excessivo da maratona do dia. 30 minutos depois (o voo é curto mesmo) já pousava na Isla Margarita para as famosas merecidas férias. Rapidamente encontro o Sr. Roque, motorista que faria nosso transporte até o hotel, pego as malas, entro no carro e quarenta minutos depois, cama, afinal nem Roberto Carlos poderia imaginar que são tantas emoções para chegar neste lugar do mundo.

No próximo episódio os primeiros dias na ilha com direito a banho de areia, dor de cabeça e nada para fazer. Não perca!

11 Comentários

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  1. Alzanira de Souza Santos

    04/02/2011 — 00:46

    Passo férias na Venezuela desde 2001. Nunca fui de avião. Vou sempre de ônibus. Pois moro em Manaus.
    Fui a Margarita apenas 2 vezes. Agora descobri que há lugares belíssimos na costa. Sempre atravessei no ferry. Que se tem uma visão linda da travessia e todo conforto. Parece que estou num cruzeiro. Já via a lua sair de dentro do mar.
    Conheci recentemente (janeiro de 2011) o Parque Nacional Mochima, entre Porto La Cruz e Cumaná. A água é tão transparente que resolvi mergulhar. Também conheci outro paraíso: baía de Patanemo, no Estado de Carabobo. Mas beleza mesmo há em Morrocoy. A uma hora de Valência, é possível visitar lugares lindos e inesquecíveis. Em Porto Ordaz, está o parque Cachamay, um parque com cachoeiras imensas dentro da cidade. Saindo de Boa Vista, temos a Grã-savana. Pude fotografar o Monte Roraima. Lugar onde se fazem turismo de aventura. São dez anos passando férias na Venezuela e descobrindo lugares inesquecíveis. Já estou contando os dias para as próximas férias. Tudo é lindo e barato. Um real vale 4.15 bolívares.
    As fotos de 2011 estão no meu orkut. Alzanira

  2. Estive na Venezuela e a primeira autoridade que encontrei, a policial do passaporte, perguntou se eu não queria fazer um cambio negro… Na sequência tentaram me cobrar taxa para retirar a bagagem da esteira…
    Diria que 50% dos venezuelanos são bacanas, mas os outros 50%…

  3. Nira Guerra

    27/05/2010 — 14:34

    kkkkkk…to m espocando d rir até agora, moro em Roraima e sempre passo ferias em Margarita, e tenha certeza é sempre a mesma zona…Mas, menino e a menina na cadeira de rodas? Onde tu largou a coitada?

  4. Srs,

    retornei de Caracas (Venezuela) nesta semana e acabou sobrando bastante Bolivares Forte. Se alguem tiver interesse favor enviar email para vazques.marriot@gmail.com que eu faço por um valor muito vantajoso, imperdivel. Eu moro no RJ.

  5. Michelazzo,

    Muito obg…fiquei mais tranquila..rsrsrrs…
    Ixe..quando chegar no meu destino final..volto aqui..pra deixar o meu comenmtário..rsrsrs..

    Bjos..e obg mais uma vez

  6. Nossa!!! me deu até medo…rsrsrs..pois estou indo para Sant Vicent e Granadina, dia 25/04…nossa…nem sei…vou sozinha..paro em caracas…e vou pernoitar por la…pego o voo no dia seguinte para ilha margarita e so depois para St Vicente.
    SÓ uma dúvida..no aeroporto la em ilha margarita..é muita zona? tsrsrsrsr…

    Ri muitooo com tudo que falou..
    AH! detalhe tbm comprei minhas passagens com o pessoal da avila tur..realmente prestam atenção bastante..inclusive ate reservei o hotel com eles tbm..tbm vou trocar dindin com eles…adorei mesmo eles…

    Quanto custa a taxa aerportuaria para ir para ilha margarita?

    Bjos

    • Katia,

      O aeroporto de isla não é uma zona porque não passa de uma pista de pouso. Não tem nada ;) O custo da taxa para isla é de Bs 38,00 (alterado há pouco) e não vale pagar em dolar. Peça um valor um pouco maior na troca de seus dólares. Paguei com o Francisco BS 5,00/dolar e consegui na ilha por Bs 5,70/dólar

      Boa viagem!

  7. Eder L.Marques

    04/04/2010 — 22:57

    Putz!

    Você falou no aeroporto de Denpasar. Uma vez fiquei duas horas na imigração por causa dos chinas…

    Uma aventura e tanto a sua no aeroporto hein?

    Que o restante agora seja só alegria. :D

  8. Carol Wieser

    22/03/2010 — 13:28

    PICADURA PARA PIPA!!!

    huhuahuhauhaua

  9. Carol Wieser

    22/03/2010 — 13:27

    Desculpe Paulino, mas… tô rindo pacas da sua odisséia!! :)

    Pois o troço não funciona mesmo!! Mesmo que a gente se muna de informações, passagens, etc, em Caracas o caos prevalece e qq 10 minutos de atraso é uma dor de cabeça só!!! Mas do jeito venezuelano (ou sei lá de que jeito) eles (ou nós) acabamos sempre achando uma maneira de chegar no destino.

    Olha, Caracas é com certeza o pior e mais mal organizado aeroporto que já estive na vida!!! Não é a toa que qq viagem para a Venezuela é uma aventura.

    Aguardando o banho de areia…

    Abs,

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