Categoria: Chile

Viagem bacana

Guia do ChileA viagem realizada para o Chile no primeiro semestre foi tão bacana que até num guia de turismo foi parar. É o Guia do Chile editado pela On-Line Editora que está em sua segunda edição. Nele, além das dicas sobre o deserto do Atacama e a rota entre Santiago e as terras do norte, também emprestei diversas fotos de minha viagem que ilustram várias páginas do guia. E não é que ficaram muito boas?

O guia é legal não somente por isso. Tem muita dica interessante de lugares e algumas de hospedagem e alimentação. Particularmente ainda prefiro a Internet para buscas de informações sobre estas coisas mas vale a pena também por reunir num único volume várias coisas que são imperdíveis.

Ah, e definitivamente, o Chile é muito bacana. Agora me falta a parte sul mas como ainda não descobri como chegar lá na pontinha do mapa sem cair dele e me faltam pelo menos vinte dias para a aventura, vou só planejando a invernada. O problema maior na verdade não é este, mas sim a quantidade de lugares a conhecer no mundo. Acho que vou fazer um acordo com Deus baseado em número de carimbos no passaporte. Quando chegar nuns cento e cinquenta, me mando.

O guia pode ser encontrado em bancas de jornais ou ainda na web.

Fotos do Chile. Primeiro set

San Pedro de AtacamaDurante os primeiros dias de março de 2009 estive no Chile em férias conhecendo a parte norte deste país. Partindo de Santiago com carro, rodei 1750Km até a cidade de San Pedro de Atacama próxima ao salar de mesmo nome. Esta cidade foi o ponto de partida para conhecer várias paisagens e “atrações” diferentes; o salar de Atacama, gêiseres de El Tatio, Lagunas Cejas, Termas de Puritama, Vale de La Luna, Licancabur e principalmente o salar de Talar, pouco conhecido pelas pessoas que vão para esta região.

O retorno foi realizado por Chuquicamata, Tocopilla, Antofagasta, La Serena, Viña de Mar e Valparaíso, retornando a Santiago.

Este é o primeiro conjunto de fotos das 1400 clicadas durante a viagem. Para vê-las, clique aqui.

De volta

No meio do nadaDepois de 5.174km aéreos e mais 4.830km de estradas, cá estou de volta de minhas férias no Chile e posso garantir, o nada existe!

Em breve as fotos, muitas fotos (mais de duas mil) tiradas de paisagens que nunca imaginei existirem tão perto de nossa casa. Uma mais linda que a outra, uma mais impressionante que a outra.

Agora, voltar ao batente pois de uma forma ou de outra, alguém tem que trabalhar nesta terra não é mesmo? Mas já estou pensando nas próximas férias hehehe.

Férias no Atacama

 

mapa chileUma das coisas que gosto de meu trabalho é ter que viajar, mesmo sendo a trabalho. Claro que irá dizer “que coisa mais besta, viajar a trabalho”. Sim, tenho que concordar mas você não está vendo o outro lado da moeda. Quando viajo a trabalho, recebo as milhagem que me propicia a viagem de descanso. E desta vez é isso: quinze dias de férias no norte do Chile com passagem paga pelo Smiles que ficou gordão depois da aquisição pela Gol.

Resolvi ir para o Chile por vários motivos. Proximidade com o Brasil, custo, passagem aérea e paisagens interessantes para se ver. Nesta primeira ida à “tripa do mundo”, irei para o norte conhecer o deserto de Atacama, os salares da região e os observatórios que pipocam em tudo que é canto da borda dos Andes. De Santiago, pego a ruta 5 (também conhecida como Rodovia Panamericana, a mais extensa do planeta) em sentido norte passando por Coquimbo, La Serena, Copiapó, Antofagasta, Calama e chegando em San Pedro de Atacama, lá no meio do nada na divisa com Bolívia e Peru. Na volta pela mesma estrada, vou parando principalmente no litoral para conhecer um pouco do oceano pacífico. No final, alguns dias em Santiago para tomar vinho até ficar vermelho e voltar para casa.

Não inventei moda de querer conhecer todo o país de uma vez pois simplesmente não dá. Tanto na parte norte quanto na parte sul existem centenas de paisagens interessantes e resolvi dividir a viagem em dois tempos. No segundo (sabe Deus quando), pego a mesma rodovia e vou para o sul até Puerto Williams, a última cidade do país e na eterna briga com Ushuaia para saber qual é a mais ao sul do mundo.

Então durante os próximos 15 dias os textos ficam mais escassos afinal nem laptop estou levando. Mas as fotos chegarão em breve, principalmente agora que a máquina chegou e está funcionando 100%.

Até a volta.

O Chile torna-se a melhor opção

Neste domingo o Chile, um dos únicos países sul-americanos que não possui fronteira com o Brasil (o outro é o Equador) está de presidente novo, ou melhor, presidenta. Com a maioria das urnas apuradas, a candidata socialista Michelle Bachelet é eleita com aproximadamente 54% dos votos válidos, sendo a primeira mulher a assumir o cargo máximo do paí­s e com a função de dar continuidade à uma polí­tica voltada ao povo que dura 16 anos colhendo bons frutos e que levou este paí­s a condição do melhor existente na América do Sul para viver.

Com uma população estimada em 16 milhões de pessoas, o Chile saiu de uma das mais violentas e sangrentas ditaduras militares ocorridas no século passado em nosso continente (pior inclusive que a brasileira) comandanda pelo general Augusto Pinochet, para se tornar hoje um paí­s próspero, com uma renda per capita invejável de US$ 10.400 e um crescimento vertiginoso de 5,8% ao ano (2004).

Enfiado entre o Oceano Pací­fico e a Cordilheira dos Andes e com pouca terra útil, ele se torna uma opção mais que interessante para os chilenos e outros povos latinos devido a qualidade de vida (mortalidade próximo a zero e espectativa de vida de 78 anos), a economia forte e a educação de altí­ssima qualidade conseguidas por meio da especialização em áreas de serviços e telecomunicações. Esta máxima é tão verdadeira que a taxa de migração do paí­s é simplesmente zero para cada 1000 habitantes, sendo igual aos países escandinavos, por exemplo.

A eleição hoje de Michelle Bachelet vem solidificar a polí­tica que reduziu para algo em torno de 20% a quantidade de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza e principalmente o respeito pelo cidadão com parte do todo onde, por exemplo, tanto o serviço militar quanto o voto são compulsórios e o acesso a educação, desde sua base, quase que obrigatório. Este conjunto faz certamente a diferença em qualquer sociedade.

Felicidades ao povo chileno e aos meus amigos de lá pela ótima escolha (uma mulher, principalmente). Pena meu paí­s ainda não ter acordado para coisas assim e continuar mantendo as correntes da pobreza bem atadas na maioria da população, perpetuando uma polí­tica neo liberal que somente aprofunda a vala social existente entre ricos e pobres. Aqui, resta esperar ou… mudar para lá.

Hasta pronto!